Centro, Rio de Janeiro. Brasil
+55 (21) 2141-0007
contato@associacaoamizadebrchina.org

Danillo Santos

Associação de Amizade Sino-Brasileira

SOBRE DANILLO SANTOS

Danillo Santos era um
grande amigo da China

A história da relação de mais de 60 anos entre o advogado e a China começou por acaso em setembro de 1963, quando conheceu quatro chineses que haviam recém-desembarcado no Brasil para montar uma exposição de produtos daquele país no Rio de Janeiro. Em 2 de abril de 1964, após o golpe militar, os quatro e mais outros cinco chineses – dois jornalistas e três comerciantes que vieram comprar algodão – acabariam sendo presos e torturados por policiais da Departamento da Ordem Política e Social (DOPS) da Guanabara, acusados de tentativa de disseminar uma revolução comunista no país, embora todos estivessem a convite do governo brasileiro.

A história ficou conhecida como “o caso dos nove chineses”, primeiro escândalo internacional de violação dos direitos humanos cometidos pela ditadura militar. Danillo foi quem conseguiu convencer o jurista Sobral Pinto, que era amigo de seu pai, a defendê-los.

“O Brasil e a China têm que ser grandes parceiros.”

A frase foi dita pelo então ministro das Relações Exteriores, Chen Yi, ao jovem advogado Danillo Santos, em 1966, durante a sua primeira visita a Pequim.

Um verdadeiro amigo da China

Danillo Santos foi um dos maiores especialistas brasileiros, em China, e foi presidente de honra e fundador da Federação das Associações de Amizade da China para América do Norte, Caribe e América Latina.
Danilo Santos manteve uma amizade intrínseca com a China, e brincava que, após viajar cem vezes para a China parou de contar. Tudo começou por uma bela coincidência. Em 1963, recebeu no Rio de Janeiro sete chineses que participariam de uma exposição. “Nunca vi gente tão correta e lutadora”, recordou Danilo.
Ele próprio experimentou muitos momentos importantes do relacionamento Brasil-China, tais como o resgate de nove chineses inocentes e presos pelas autoridades brasileiras, o estabelecimento das relações diplomáticas e das cidades irmãs entre Rio e Beijing, São Paulo e Shanghai, bem como trocas de visitas oficiais dos Chefes de Estados.
Ao longo de mais de 50 anos, Danilo Santos evidenciou realmente a gigante mudança da China, de um país miserável à segunda maior economia do mundo. Em seu ponto de vista, não importa o regime ou sistema político, o mais fundamental para qualquer governo é dar ao povo o que povo merece. Ele disse ainda admirar o atual presidente chinês, Xi Jinping, elogiando-o dizendo que é um homem que age ao invés de só falar.
Danillo viajou por quase toda a China, exceto à Mongólia Interior, único local que não teve a oportunidade de visitar.

“A mudança foi total desde que vim à China pela primeira vez. Mas a mentalidade é a mesma —confiança no futuro”

Danillo Santos

“Gosto muito de Guangzhou e Shanghai, mas o meu coração está em Beijing. Porque eu fiz parte da geminação de Beijing com o Rio de Janeiro”, acrescentou Danillo Santos, em entrevista ao Diário do Povo Online, em matéria publicada em 03. de agosto de 2018 aludindo ao estabelecimento da relação entre as duas cidades a 8 de outubro de 1985.
Danillo Santos não conseguiu deixar de notar as diferenças da China desde a sua última estadia no país. “Sempre que venho à China, uma coisa que eu sinto, é que se transforma muito. De 3 em 3 meses a mudança é enorme. É uma coisa extraordinária. O progresso da China é incomum”, afirmou.
Santos teve a oportunidade de assistir à transformação social do país: “Eu vi o verdadeiro desenvolvimento da China que muitos não viram. Muitas das pessoas que o vivenciaram já morreram, e os jovens jamais irão pensar como era a China. A vida era muito dura”, explicou.

O advogado, que viajou mais de 120 vezes à China, tinha 87 anos, quando faleceu, em outubro de 2021, em consequência de complicações da COVID-19. Deixando esposa, duas filhas e quatro netos.